Ir para o menu de navegação principal Ir para o conteúdo principal Ir para o rodapé

Artigos

v. 8 (2021): Revista de Estudos Empíricos em Direito

Performances de gênero no cotidiano de uma delegacia da infância e juventude: notas de uma pesquisa qualitativs

DOI
https://doi.org/10.19092/reed.v8.455
Enviado
novembro 9, 2019
Publicado
2021-12-30

Resumo

Com o presente trabalho, buscamos compreender como as normas de gênero e a heteronormatividade impactam no acautelamento e regulação dos corpos de jovens autores de ato infracional. O trabalho foi desenvolvido a partir dos principais resultados encontrados em pesquisa qualitativa realizada no interior de um órgão multi-institucional composto, entre outros, por órgãos do sistema de justiça e de segurança pública no estado de Minas Gerais. A partir da metodologia da observação participante e da realização de entrevistas, foi possível identificar as dinâmicas de produção e reprodução de desigualdades de gênero no fluxo do atendimento a adolescentes em um centro de atendimento da infância e da juventude nacional. Identificamos que tais dinâmicas se mostraram suscetíveis de reger também a relação entre os profissionais que trabalham naquele espaço, segundo a lógica da hierarquia, do estereótipo e da contenção de comportamentos divergentes da heteronormatividade.

Referências

  1. Barcinski, Mariana; Cúnico, Sabrina Daiana. Mulheres no tráfico de drogas: Retratos da vitimização e do protagonismo feminino. Civitas, Rev. Ciênc. Soc., Porto Alegre, v. 16, n. 1, p. 59-70, Mar. 2016.
  2. Bento, B (2006). A reinvenção do corpo: sexualidade e gênero na experiência transexual. Rio de Janeiro: Garamond.
  3. Cassol, Paula Dürks; Silva, Maria Beatriz Oliveira da; Dinarte, Priscila Valduga. A vida mera das obscuras: sobre a vitimização e a criminalização da mulher. Rev. Direito Práx., Rio de Janeiro, v. 9, n. 2, p. 810-831, junho, 2018.
  4. Cunha, R. L. C; Vidal, J. S. Medidas socioeducativas e adolescentes trans: dos impasses institucionais ao reconhecimento de direitos. Texto apresentado quando do IV ENADIR, USP, 25 a 28 de agosto de 2015.
  5. Duarte, R (2004). Entrevistas em pesquisas qualitativas. Educ. rev., Curitiba, n. 24, 213-225.
  6. D’Angelo, Luisa Bertrami. Entre “sujeita-mulher” e “mulher de bandido”: produções de feminilidades em contexto de privação de liberdade. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017.
  7. D’Angelo, Luisa Bertrami; Hernández, Jimena de Garay; Uziel, Anna Paula. Por entre fronteiras e dobras da prisão: traçando cartografias em ethos feminista. Cadernos Pagu (55), 2019, p. 1-30.
  8. Gaskell, G (2002). Entrevistas individuais e grupais. In: BAUER, MW. GASKELL, G. (org.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático (p. 64-90). Petrópolis: Vozes.
  9. Goldenberg, M (2004). A arte de pesquisar. 8a ed. Rio de Janeiro: Record.
  10. Gomes, C. M. Gênero como categoria de análise decolonial. Civitas, Rev. Ciênc. Soc., Porto Alegre, v. 18, n. 1, p. 65-82, Apr. 2018.
  11. Gustin, Miracy B. S.; Dias, Maria Tereza F.; Nicácio, Camila S. (2020). (Re) pensando a pesquisa jurídica. São Paulo: Almedina.
  12. Hirata, H (1995). Divisão – relações sociais de sexo e do trabalho: contribuição à discussão sobre o conceito de trabalho. Em Aberto, Brasília, MEC/Inpe, v.1, n.65, p.39-49, jan./mar.
  13. Junior, Jonas Alves da Silva. Direitos à meia luz: regulamentação do uso do nome social de estudantes travestis e transexuais nas instituições escolares. Revista da FAEEBA – Educação e Contemporaneidade, Salvador, v. 25, n. 45, p. 173-189, jan./abr. 2016.
  14. Lamounier, Gabriela Almeida Moreira. Gêneros encarcerados: uma análise trans.viada da política de Alas LGBT no Sistema Prisional de Minas Gerais. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 8
  15. May, T (2004). Observação Participante: perspectivas e práticas. In: Pesquisa social: questões, métodos e processos. Porto Alegre: Artemed. 2004. 173-2003.
  16. Minayo, Maria Cecília de Souza (2008). Trabalho de campo: contexto de observação, interação e descoberta. In: MINAYO, Maria Cecília de Souza (org.) In: Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes. 2008. p. 61-77.
  17. Miskolci, Richard (2009). A Teoria Queer e a Sociologia: o desafio de uma analítica da normalização. Sociologias, n. 21, v. 337, p. 150-182.
  18. Sacramento, J. S (2007). Polícia e gênero: percepções de delegados e delegadas da Polícia Civil do Rio Grande do Sul acerca da mulher policial. Dissertação (Mestrado em Sociologia), Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
  19. Silva, Gustavo de Melo. Ato Infracional: fluxo do Sistema de Justiça Juvenil em Belo Horizonte. Dissertação (Mestrado em Sociologia) - Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
  20. Souza, Thais Diniz Coelho de. Seletividade racial do sistema penal brasileiro: origem, mecanismos de manutenção e sua relação com a vulnerabilidade por culpabilidade. Cadernos do CEAS: Revista crítica de humanidades, n. 238, p. 611-626, dez. 2016.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)